terça-feira, 25 de agosto de 2015

Cursos em Porto Alegre

Agenda de Cursos 2015
TIGERLOG CONSULTORIA E TREINAMENTO EM LOGÍSTICA LTDA

Nos preços abaixo já estão inclusos o valor do IRRF, de 1,5%.

Data
Cidade /UF
Hotel
Preço
Minicurso:
Como Reduzir Rapidamente os Custos com a Movimentação e Armazenagem de Materiais
 (Marco A.)
20/10 (terça)
08:00 h - 12:00 h
Porto Alegre, RS
Intercity Express

R$ 350,00
Minicurso:
Indicadores de Desempenho e Melhores Práticas na Gestão de Centros de Distribuição
 (Marco A.)
20/10 (terça)
13:00 h - 17:00 h
Porto Alegre, RS
Intercity Express

R$ 350,00
Minicurso:
Técnicas para o Inventário Cíclico ou Rotativo
(Marco A.)
20/10 (terça)
18:00 h - 22:00 h
Porto Alegre, RS
Intercity Express

R$ 350,00
Minicurso:
Como Reduzir Rapidamente os Custos com o Transporte de Cargas
 (Marco A.)
21/10 (quarta)
08:00 h - 12:00 h
Porto Alegre, RS
Intercity Express

R$ 350,00
Minicurso:
Indicadores de Desempenho e Melhores Práticas na Gestão de Transportes
 (Marco A.)
21/10 (quarta)
13:00 h - 17:00 h
Porto Alegre, RS
Intercity Express

R$ 350,00
Minicurso:
Custeio e Formação de Preços para Carga Lotação
(Marco A.)
21/10 (quarta)
18:00 h - 22:00 h
Porto Alegre, RS
Intercity Express

R$ 350,00
Minicurso:
DRE – Demonstração de Resultados do Exercício para Transportadoras e Operadores Logísticos
(Marco A.)

22/10 (quinta)
08:00 h - 17:00 h
Porto Alegre, RS
Intercity Express

R$ 350,00
Minicurso:
Gestão do Fluxo de Caixa para Transportadoras e Operadores Logísticos
 (Marco A.)
22/10 (quinta)
13:00 h - 17:00 h
Porto Alegre, RS
Intercity Express

R$ 350,00
Minicurso:
Técnicas para VENDER MAIS e com MAIOR LUCRATIVIDADE para Transportadoras e Operadores Logísticos
(Marco A.)
22/10 (quinta)
18:00 h - 22:00 h
Porto Alegre, RS
Intercity Express

R$ 350,00
 Inscrições através de treinamento@tigerlog.com.br . Informações pelo telefone (11) 2694-1391 / 2292-7611



Inteligência Logística... a sua empresa tem?
Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

A inteligência logística permite às empresas desenvolver e implementar soluções diferenciadas, posicionando-as em um patamar diferenciado de seus concorrentes. Ou seja, inteligência logística cria diferenciais de competitividade para seus Clientes internos (em especial Vendas e Marketing) e Clientes externos.

Não importa se você é Embarcador ou é um Prestador de Serviços em Logística ou Transportes (PSLT), você precisará contar com competências especiais que lhe assegurem crescimento e rentabilidade no curto, médio e longo prazo.

Também não importa se você é uma grande, média ou pequena empresa. O que importa é que você tem concorrentes. E se você disputa algo com alguém, precisará contar com algum diferencial que lhe coloque em posição vantajosa. É disso que estou falando quando insisto no termo “inteligência logística”. Falo em enfrentar a concorrência em uma situação diferente, em posição superior, e não de “igual para igual”.

Com inteligência logística você se antecipa às necessidades e expectativas de seus Clientes. Você enxerga mais longe e reage mais rápido às mudanças. Você acerta mais e erra menos. Você agrega mais valor aos seus Clientes. Você faz mais com menos, portanto, é mais produtivo. Você gasta menos e se torna mais economicamente viável.

Por que uma empresa atuante no e-commerce entrega na Grande São Paulo em até 48 horas e outra, no mesmo segmento, demanda até 7 dias úteis?

Por que uma Transportadora de carga fracionada atende o Oeste do Paraná em 3 dias úteis, com uma pontualidade de 97%, e uma outra, na mesma rota, precisa de 5 dias úteis, com nível de serviço variando ao redor de 90%?

Por que um Embarcador, atuante na industrialização e no comércio de alimentos gasta, anualmente, o equivalente a 4,8% da sua ROL (receita operacional líquida) com fretes outbound, e outro, no mesmo mercado, em situação semelhante, gasta 4,2%?

Os três casos acima exemplificam situações na qual uma empresa leva vantagem sobre a outra, muito provavelmente em função de adotar soluções logísticas diferenciadas. Isso é inteligência logística na prática! Como você trabalha isso? Sua empresa realmente tem algum diferencial técnico em logística?

A inteligência logística se manifesta de diversas formas. Vejamos alguns exemplos a seguir.

Algumas empresas optam por reforçar sua capacidade de gestão operacional, direcionando seus esforços para a atividade de maior representatividade em custos, normalmente, o transporte. Por exemplo, criaram uma estrutura semelhante a uma Torre de Controle, voltada à tomada de decisão em tempo real, envolvendo recursos próprios e parceiros (Transportadoras).

Outras preferem investir seus recursos em profissionais de Engenharia Logística, capacitados no desenvolvimento e implantação de projetos focados na melhoria contínua. Normalmente contam com pessoal especializado em técnicas LEAN e SIX SIGMA. Atuam em projetos internos, mas podem, também, expandir a atuação para projetos envolvendo Fornecedores e Clientes. Normalmente são projetos vultosos, de escopo amplo, top-down.

Algumas empresas optam por melhorar seus controles, apelando intensivamente para o uso de indicadores de desempenho, metas e metodologias para a gestão dos resultados. Trabalham, pesadamente, em planos de ação (PDCA, 5W2H, DMAIC, etc.), atuando de forma eficaz nos níveis operacionais. Estimulam a iniciativa e o trabalho em equipe. Desenvolvem trabalhos de escopo reduzido, a passos não tão largos, porém, de forma disciplinada e contínua, obtendo, ao final, resultados consistentes. Funcionam bottom-up.

Outras desenvolvem competências em controladoria logística, dando um caráter mais financeiro à operação, esmiuçando custos, trabalhando fortemente com orçamentos, definindo metas desafiadoras traduzidas em valores monetários, pressionando parceiros, desenvolvendo sistemas de recompensas atrelados  a prêmios, etc.

E por fim, muitas investem em tecnologia de ponta. Querem ampliar a gestão através da informatização, explorando ao máximo as soluções WMS (Warehouse Management System), TMS (Transportation Management System), RFID, Rastreadores Satelitais, Roteirizadores de Cargas, e aplicativos como o TruckPad.

Não importa o seu foco. Importante é buscar, dentro de seu DNA, a melhor forma de exercitar a inteligência logística. É preciso estar sempre à frente de seus concorrentes.


Lembre-se: na logística é importante correr muito para pelo menos permanecer no mesmo lugar!



DRE..três letrinhas que podem mudar o destino da sua Transportadora ou Operador Logístico

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda



DRE, você sabe o que signfica?

DRE é a abreviação de Demonstração do Resultado do Exercício. Trata-se de uma ferramenta de gestão que sintetiza o resultado de uma empresa em um determinado período. De forma vertical, relaciona receitas, custos e depesas, e permite visualizarmos, ao seu final, o lucro líquido do período considerado.

A DRE deve discriminar:
- a receita bruta obtida com a comercialização dos serviços prestados (ROB);
- as deduções das vendas, que normalmente consideram os descontos concedidos aos Clientes e os impostos incidentes sobre as vendas (PIS, COFINS e ICMS; em alguns casos, ISS);
- a receita operacional líquida (ROL);
- o custo dos serviços prestados (CSP), que englobam os custos com frota própria, terceiros, instalações físicas e estrutura de pessoal dedicada à operação;
- as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
- o lucro ou prejuízo operacional;
- as outras receitas e as outras despesas não operacionais;
- o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda (IR) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);
- a provisão para os impostos;
- e por fim, o lucro líquido obtido.

Mais do que um simples demonstrativo de receitas, custos e despesas, a DRE é uma poderosa ferramenta para a gestão das Transportadoras e dos Operadores Logísticos. A partir da comparação com parâmetros ideais e com os parâmetros de mercado, a DRE permite-nos identificar distorções nas principais contas, principalmente quando tratamos dos custos e das despesas. Ela funciona como um “dedo-duro”, denunciando erros e acertos, direcionando nossos esforços em busca de uma maior rentabilidade.

Se aberta por Unidade de Negócio ou Filial, ou melhor ainda, por Cliente, a DRE nos proporcionará a tomada de decisão “cirúrgica”, permitindo agirmos exatamente no ponto crucial para a melhoria dos resultados.Isso significará, por exemplo, uma mudança na política de preços praticada, ou a adequaçãode determinados procedimentos operacionais, ou ainda a realização de ajustes na estrutura para conter ou reduzir alguns custos ou despesas.

Mas esses parâmetros ideais da DRE realmente existem? Sim, claro. E podem ser calculados para diferentes tipos de operações, seja a sua empresa um armazém geral, uma transportadora de carga lotação ou de carga fracionada, etc.

Embora seja considerada um pré-requisito para a gestão das empresas, a DRE é ainda pouco utilizada nas Transportadoras e em Operadores Logísticos. A maior dificuldade está na obtenção dos dados, e em contar com recursos qualificados para a sua análise e tomada de decisão. A cultura da tomada de decisão baseada no “feeling” ainda sobressai nas empresas, e acaba, de uma forma ou de outra, não incentivando o desenvolvimento da DRE e de outras ferramentas de gestão.

Por outro lado, empresas “maduras” usam a DRE de forma exaustiva, e complementam suas análises com outras ferramentas como fluxo de caixa, balanços e balancetes, índices financeiros, demonstrações de origem e aplicação dos recursos, etc.

Se a sua empresa pertence ao primeiro grupo, aquele que ainda sobrevive de achismos e especulações, fica aqui um alerta: já passou da hora de se estruturar adequadamente e contar com essas ferramentas. O risco é grande. Importantes decisões podem não estar sendo tomadas!

Agora, se a sua empresa transformou a DRE em uma prática do dia a dia, e a utiliza com naturalidade, parabéns. Vocês estão no caminho certo, e se ainda não colheram os frutos desejados, em breve colherão. É uma questão de tempo!


Bom trabalho e sucesso a todos!
DRE..três letrinhas que podem mudar o destino da sua Transportadora ou Operador Logístico

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda




DRE, você sabe o que signfica?

DRE é a abreviação de Demonstração do Resultado do Exercício. Trata-se de uma ferramenta de gestão que sintetiza o resultado de uma empresa em um determinado período. De forma vertical, relaciona receitas, custos e depesas, e permite visualizarmos, ao seu final, o lucro líquido do período considerado.

A DRE deve discriminar:
- a receita bruta obtida com a comercialização dos serviços prestados (ROB);
- as deduções das vendas, que normalmente consideram os descontos concedidos aos Clientes e os impostos incidentes sobre as vendas (PIS, COFINS e ICMS; em alguns casos, ISS);
- a receita operacional líquida (ROL);
- o custo dos serviços prestados (CSP), que englobam os custos com frota própria, terceiros, instalações físicas e estrutura de pessoal dedicada à operação;
- as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
- o lucro ou prejuízo operacional;
- as outras receitas e as outras despesas não operacionais;
- o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda (IR) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);
- a provisão para os impostos;
- e por fim, o lucro líquido obtido.

Mais do que um simples demonstrativo de receitas, custos e despesas, a DRE é uma poderosa ferramenta para a gestão das Transportadoras e dos Operadores Logísticos. A partir da comparação com parâmetros ideais e com os parâmetros de mercado, a DRE permite-nos identificar distorções nas principais contas, principalmente quando tratamos dos custos e das despesas. Ela funciona como um “dedo-duro”, denunciando erros e acertos, direcionando nossos esforços em busca de uma maior rentabilidade.

Se aberta por Unidade de Negócio ou Filial, ou melhor ainda, por Cliente, a DRE nos proporcionará a tomada de decisão “cirúrgica”, permitindo agirmos exatamente no ponto crucial para a melhoria dos resultados.Isso significará, por exemplo, uma mudança na política de preços praticada, ou a adequaçãode determinados procedimentos operacionais, ou ainda a realização de ajustes na estrutura para conter ou reduzir alguns custos ou despesas.

Mas esses parâmetros ideais da DRE realmente existem? Sim, claro. E podem ser calculados para diferentes tipos de operações, seja a sua empresa um armazém geral, uma transportadora de carga lotação ou de carga fracionada, etc.

Embora seja considerada um pré-requisito para a gestão das empresas, a DRE é ainda pouco utilizada nas Transportadoras e em Operadores Logísticos. A maior dificuldade está na obtenção dos dados, e em contar com recursos qualificados para a sua análise e tomada de decisão. A cultura da tomada de decisão baseada no “feeling” ainda sobressai nas empresas, e acaba, de uma forma ou de outra, não incentivando o desenvolvimento da DRE e de outras ferramentas de gestão.

Por outro lado, empresas “maduras” usam a DRE de forma exaustiva, e complementam suas análises com outras ferramentas como fluxo de caixa, balanços e balancetes, índices financeiros, demonstrações de origem e aplicação dos recursos, etc.

Se a sua empresa pertence ao primeiro grupo, aquele que ainda sobrevive de achismos e especulações, fica aqui um alerta: já passou da hora de se estruturar adequadamente e contar com essas ferramentas. O risco é grande. Importantes decisões podem não estar sendo tomadas!

Agora, se a sua empresa transformou a DRE em uma prática do dia a dia, e a utiliza com naturalidade, parabéns. Vocês estão no caminho certo, e se ainda não colheram os frutos desejados, em breve colherão. É uma questão de tempo!


Bom trabalho e sucesso a todos!


Você conhece o Uber? Veja como ele pode mudar radicalmente a logística em todo o planeta!
Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

De uma forma bastante resumida, o UBER é um aplicativo desenvolvido para conectar motoristas autônomos e usuários em busca de serviços de transporte. Adorado pelos usuários, mas odiado por taxistas e órgãos reguladores, o UBER é alvo de intensos debates em todo o mundo.

Desenvolvido há 5 anos, o UBER tornou-se a mais valiosa empresa americana de sua geração. O UBER espera captar mais de US$ 1,5 bilhão com investidores, e se isso se concretizar, deverá valer incríveis US$ 50 bilhões! O ritmo de valorização supera o registrado pelo Facebook e pelo Twitter em seus primeiros anos de existência. Estima-se que a empresa fature algo entre US$ 2 bilhões a US$ 4 bilhões por ano, a partir das comissões pagas pelos motoristas.

Atualmente o UBER opera em 311 cidades de 58 países, realizando mais de 1 milhão de corridas todos os dias. Além de serem mais baratas que as viagens de táxis convencionais, os usuários consideram seus veículos mais limpos e seus motoristas mais confiáveis. Se você já usou, sabe do que estou falando.

O UBER espera se tornar tão popular e presente, a ponto de as pessoas desistirem de ter seus próprios carros, livrando-se de todos os custos e incômodos relacionados.

Extremamente agressivos e atentos às oportunidades do mercado, os executivos do UBER fazem planos para invadir o mercado de logística, começando, a princípio, pelos serviços de entregas locais. Um dos investidores do UBER e também fundador do PayPal, Max Levchin, afirma que o UBER se transformará em breve, em um misto de Fedex e Hertz, fazendo referência a duas gigantes do setor de logística e de locação de automóveis.

Pode parecer impossível que o UBER atue no transporte de cargas de longa distância, mas a empresa acredita existir ainda um espaço gigantesco para crescer dentro das regiões metropolitanas.

Para uma empresa, que pretende operar com uma frota totalmente terceirizada, nada parece ser impossível. O UBER já vem investindo no desenvolvimento de aplicativos de mapas, que envolvem complexos algoritmos para a roteirização de cargas.

Imagine que você mora a 100 km de uma grande cidade, e que faz esse trajeto todos os dias. Você poderá, futuramente, cadastrar-se como um potencial transportador para o UBER, oferecendo serviços de coleta em sua cidade e a entrega em um ponto de consolidação próximo de seu trabalho, dentro de seu horário disponível. Você fará isso sem adicionar qualquer custo ao seu meio de locomoção, pelo contrário, e ainda gerará uma pequena receita diária. Bastará apenas que informe, ao final da tarefa, a conclusão da atividade de transporte, utilizando seu próprio smartphone.

Agora multiplique essas pequenas possibilidades por milhões de combinações. O UBER quer explorar essa infinidade de hipóteses.

Executivos de grandes transportadoras e operadores logísticos já se manifestaram em relação ao UBER. Alguns com indiferença e escárnio, outros com preocupação.

Mas Travis Kalanick, presidente do UBER já deixou seu recado para as grandes multinacionais como Fedex, UPS e DHL. Ele vem aí! Já está presente com seu novo sistema de entregas em cidades como Toronto, Chicago, Los Angeles, Nova York e Barcelona.

Não vai demorar para eles aparecem por aqui. É ver para crer!



O Difícil Problema da Mão de Obra na Logística!
Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Vamos direto ao ponto! Enfrentamos diversos problemas relacionados à mão de obra no setor logístico. Seja em seus níveis mais operacionais, passando pela estrutura de suporte, e chegando aos executivos no topo, nos deparamos com problemas complexos, de difícil e demorada solução.

Primeiro: falta mão de obra qualificada; isso vem do “berço”, desde a formação desses profissionais.

Até mesmo as instituições de ensino mais bem conceituadas e intencionadas falham na formação dos profissionais da área de logística. Todas têm dificuldades em equacionar o binômio teoria x prática. Não tratam, com a devida profundidade, de temas como legislação aplicada ao setor de transporte, custos, aspectos fiscais e tributários, estatística, pesquisa operacional, tecnologias, etc. É comum alguns docentes da área, em suas aulas, apresentarem meia dúzia de filmes extraídos do YouTube, tratando de automação da operação logística, sem sequer oferecer embasamento teórico, abordando, por exemplo, qual o investimento necessário, aplicação prática, drivers para a tomada de decisão, etc.

Já presenciei situações esdrúxulas; certa vez um recém-formado em um curso técnico em logística me perguntou a diferença entre os veículos toco, truck e carreta. Outro não sabia o que significava a sigla WMS, de Warehouse Management System (sistema de gerenciamento de armazéns).

Segundo: não existe uma uniformidade nas políticas de cargos e salários.

Tem gente por aí, ocupando cargos de direção, que em muitas empresas sequer seria qualificado como um Analista de Logística Júnior. Certas corporações exigem para os Analistas em nível Pleno e Sênior uma formação sólida, com terceiro grau completo e pós-graduação concluída ou em andamento, inglês fluente, pleno domínio do Microsoft Office, conhecimento de Autocad, Engenharia Econômica, etc. E não param por aí, pois em muitos casos citam como um diferencial uma segunda língua estrangeira, cursos no exterior, formação green belt ou black belt (ou pelo menos vivência em projetos Lean ou Seis Sigma), etc.

Outras empresas atuam de forma mais flexível, mas não oferecem condições para o profissional se qualificar ao longo de sua carreira. Criam uma falsa sensação de ascensão, que em algum momento terá que ser reavaliada.

Quando falamos de política salarial, aí o problema é ainda maior. Em determinadas empresas um Analista Júnior ganha como um Assistente de Logística e um Gerente é remunerado como um Supervisor; você já viu Analista Junior ganhar R$ 1.500,00 e Gerente de Logística ganhar R$ 6.000,00? Pois é, existem muitos casos.

Em outras, pagam-se salários exorbitantes quando comparamos com as práticas de mercado. Isso sem qualquer embasamento.

E em algumas empresas, é comum vermos para um mesmo cargo, salários diferentes. Não estamos falando de 10% ou 20% de diferença, mas 50%. São as conhecidas situações “especiais”, tratadas de forma “personalizada”.

O mais interessante é que salário é uma informação extremamente confidencial, mas que todo mundo sabe!

Assim, fica difícil estabelecer um plano de carreira, algo muito exigido atualmente. Muitas vezes, o que retém um talento profissional são as perspectivas futuras e não a condição atual. Sabendo onde pode chegar e tendo uma ideia de quando chegará no cargo desejado, o profissional desenvolve uma grande capacidade de resiliência e de superação, ultrapassando os obstáculos ao longo de sua trajetória. Sem isso, ao contrário, caminha no escuro, podendo abandonar uma carreira promissora ao deparar com uma oportunidade pontual.

Terceiro: pouco (ou nada) evoluímos na questão da remuneração variável em logística.

Esse é um tema delicado. Esbarramos quase sempre nas “políticas” da área de Recursos Humanos. Por que, para a área de Vendas existe uma política de remuneração variável e para a Logística isso nunca é possível?

Os raros casos existentes têm se demonstrado extremamente efetivos, com ganhos espetaculares em produtividade, acurácia e nível de serviço.

Quarto: em logística não existe glamour.

Ninguém faz uma selfie ao lado de um porta-pálete, na doca ou junto a uma empilhadeira. Se você postar isso no Instagram ou no Facebook vão achar que você foi sequestrado!

Eventos com palestrantes mágicos ou pirotécnicos? Ex lutadores de MMA ou oficiais do BOPE relatando a superação de desafios? Esqueça!

Workshops em resorts na Bahia, Pernambuco ou Ceará? Viagens aos confins da Amazônia ou para o Pantanal para uma maior inspiração? Esqueça!

Coffee-breaks com doces finos, variedades de pães e queijos, sucos tropicais, frutas laminadas, cafés especiais? Esqueça!

Convites para eventos da empresa? Ah sim, só se for para participar da organização da festa.

Premiação com viagens para a Disney? Hahaha. A premiação pelo trabalho excepcional é a garantia do seu emprego.

Repito: em logística não existe glamour. Existe trabalho! Somos garçons. Estamos aí para servir. E como todo garçom, precisamos saber lidar com clientes chatos, insatisfeitos, mal-educados. Precisamos conviver diariamente com a pressão da área de Vendas, Marketing, Produção, Financeiro, Jurídico, RH, Qualidade, SSMA, etc. E não esqueça dos Clientes e dos Clientes de seus Clientes.

Nem todo mundo está preparado para sobreviver a tudo isso. Charles Darwin reavaliaria suas teorias se tivesse trabalhado em logística.

Quinto: investe-se muito pouco (ou quase nada) em capacitação logística.

As empresas querem um super-homem, mas pouco ou nada investem para isso. É preciso “aprender” no dia a dia.

Às vezes até preveem recursos em seus orçamentos, mas ao longo do ano as verbas “desaparecem”. Escuta-se: “não é o momento”, “não há quem possa te substituir na semana do curso”, “estamos com muitos problemas agora, deixe para uma nova oportunidade”, “isso você já deveria saber”, “você sabe muito mais que esses instrutores”, “temos inventário agendado para a data”, etc. E nessa linha vamos empurrando, literalmente, com a barriga, protelando decisões importantes, que ali na frente farão a sutil diferença entre o sucesso e o fracasso.

Cada vez mais presencio profissionais corajosos que investem por conta própria em sua formação, não esperando a decisão da empresa. É comum vermos pessoas em férias participando de cursos, pois nem sequer o dia é concedido pela empresa. Um conselho para você: assim que der, caia fora dessas empresas. Ainda existem corporações que investem em seus colaboradores.

Poderia relacionar o sexto, o sétimo ou o oitavo problema. Poderia falar do conflito entre a nova geração e as gerações anteriores. Poderia citar a questão da (falta) mobilidade na pirâmide hierárquica. Também poderia seguir uma linha comportamental, falando de liderança, comunicação, feedback, etc. Poderia explorar a falta de recursos financeiros ou a questão da logística como prioridade estratégica na sua empresa. Mas, acho que tratamos de pontos suficientes para uma longa e aprofundada reflexão.

Tenha um bom dia. Sucesso! Sigamos em frente em nossa batalha diária!



A importância da inovação no setor de logística e transportes
Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Responda a duas perguntas:

1)    O quão inovador você é na área de logística ou de transportes?
2)    E como você tem transformado a inovação em um importante diferencial de competitividade logístico?

Inovação é essencial, para a sobrevivência, desenvolvimento e crescimento, de profissionais, empresas e nações. Manter-se na “zona de conforto” poderá custar o seu emprego. É imprescindível pensar além dos horizontes convencionais, “fora da caixa” como se diz, seja você proprietário ou funcionário de uma empresa.

Com quem você acha que GM, VW, Ford, Fiat, Hyundai, Honda, Toyota, BMW, Mercedes-Benz, JAC Motors e outras montadoras competirão no futuro? Você acha que os maiores embates ocorrerão com elas mesmas? Atente para o fato que Google e Apple (sim aquela do IPhone) estão investindo milhões de dólares no desenvolvimento de veículos automatizados.

Vivo, TIM, OI e Claro travavam uma gigantesca competição entre elas, quando de repente surgiu um novo player, chamado WhatsApp.

E o que falar das empresas de TV a cabo que agora têm de lidar com um tal de Netflix, Hulu, ITunes e Amazon Video. Já pensou em ver TV sem precisar conviver com aqueles intervalos recheados de propagandas e ainda por cima, poder personalizar seu canal de TV?

E o Uber, que tem deixado taxistas do mundo inteiro extremamente preocupados. Logo, logo, locadoras de carro (Hertz, Avis, Localiza, Unidas, Movida, Budget, etc.) e transportadoras em geral também serão atingidas por esse fenômeno de US$ 50 bilhões.

Será que um dia precisaremos comprar remédios, cosméticos e protetores solares, ou nossos próprios alimentos e bebidas já conterão substâncias químicas que desenvolverão papel semelhante?

Empresas gigantescas sucumbiram ou perderam força diante das constantes mudanças de mercado. Mudanças drásticas passarão a ocorrer de forma constante. O imprevisível deixará de ser a exceção, e passará a se constituir em uma regra. Você está pronto para esse cenário?

Você se lembra de empresas como Olivetti, Polaroid, Kodak e Xerox?  Pois é, perderam sua força diante dessa nova realidade. Dentre diversos fatores, pesou a dificuldade de lidar com a inovação e a velocidade de reação diante da atuação de seus concorrentes.

Se recorda de gigantes do varejo brasileiro como Mappin, Mesbla Arapuã e Casa Centro? E das companhias aéreas como Varig, Vasp e Transbrasil? Verdadeiros ícones em seus setores deixaram de existir, e cada vez mais sobrevivem apenas na memória saudosista de quem tem 35 anos ou mais.

No setor de transporte de cargas vivenciamos a mesma situação. Empresas excepcionais simplesmente não existem mais, como Rodoviário Michelon, Translor, Dom Vital, Di Gregório, Itapemirim, Kwikasair, Tresmaiense, etc. Você sabia que das DEZ maiores transportadoras de cargas do Brasil em 1975, NOVE delas não existem mais?

A necessidade de inovar vai te forçar a olhar muito além de seu negócio. O que você tem feito, concretamente, nesse sentido? Não basta discursar isso ou aquilo. O que foi ou está sendo feito de verdade?

Você, como proprietário ou líder de uma empresa, mais ajuda ou atrapalha?

Uma das melhores e mais eficazes formas de você fomentar a inovação ocorre através do treinamento e do desenvolvimento pessoal. Quanto você tem investido para ampliar seu conhecimento e o conhecimento da sua equipe?

Empresas despontam entre os 100 melhores locais para se trabalhar no Brasil, mas não investem R$ 1,00 em seus colaboradores. Transportadoras não hesitam em gastar R$ 500 mil em um novo caminhão, mas esbravejam ao gastar R$ 500,00 em um curso.

Conhecimento constitui-se em um dos principais catalisadores para a inovação. É especialmente gratificante vermos pessoas transbordando ideias, motivadas para a mudança. Por outro lado, é decepcionante observarmos pessoas limitando a criatividade e a efetiva atividade de criação de seus pares ou subordinados, em nome de um status quo cada vez mais sob constante ameaça.

Faça uma pausa e reflita. O que você tem feito em termos de pessoas, processos, tecnologias ou sistemas de gestão para inovar na área de logística e transportes?

Diante de uma crise como essa que estamos vivendo, muitos estão sofrendo, enquanto alguns poucos comemoram o momento sublime. Fazer mais do mesmo tem surtido efeito positivo ou está na hora de fazer algo diferente?

Não demore a concluir isso, pois talvez você não exista mais! Bom trabalho!